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Receita tributária do Amazonas fecha primeiro semestre com crescimento nominal de 12,36%

Fonte de toda a renda que deriva da arrecadação de tributos, a receita tributária amazonense fechou o primeiro semestre deste ano com R$ 9,68 bilhões, apresentando crescimento nominal de 12,36% em relação a igual período de 2024, quando o Estado totalizou R$ 8,61 bilhões.

Desse volume arrecadado nos seis primeiros meses, R$ 8,30 bilhões foram provenientes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o que significa um avanço nominal de 13,78% em relação ao total observado em igual período no ano passado, encerrado com R$ 7,30 bilhões no acumulado.

Os dados, divulgados pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM) nesta sexta-feira (11), apontam que a indústria se manteve pela sexta vez consecutiva como o setor que mais contribuiu (R$ 3,84 bilhões) para a economia tributária com 46,33% na participação arrecadada, seguida de perto pelo comércio, responsável por R$ 3,70 bilhões ou 44,62% do total da receita observada no período.

Impacto sobre o PIB

Esse resultado fiscal, embora parcial, corrobora o desempenho econômico que o Estado vem apresentando neste ano, de acordo com o estudo sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas elaborado pelo Departamento de Estatística e Geoprocessamento (Degeo), vinculado à Secretaria Executiva de Planejamento (Seplan).

Nesse estudo, o PIB atingiu R$ 43,7 bilhões no 1º trimestre, o que representa um crescimento nominal de 9,86% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Ao considerar a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o crescimento real, ou seja, o aumento descontando a inflação, foi de 4,16%, o que mostra que a economia do Amazonas avançou em volume de produção e serviços.

Desempenho

Para o presidente do Sindicato dos Fazendários do Amazonas, economista Emerson Queirós, apesar de ser um tema complexo, é importante que os cidadãos saibam que esse ciclo de bons resultados na arrecadação tributária tem um reforço importante no seio da própria população, quando ela exige a nota fiscal no ato da compra ou da aquisição do serviço.

“Os resultados do primeiro semestre mostram que a arrecadação segue com desempenho firme no encalço de alcançar mais uma meta importante que vai refletir no crescimento econômico. Esses dados são fundamentais para orientar políticas públicas de investimento, por isso a cobrança da nota fiscal é imprescindível”, pontuou Queirós.