Manaus se torna o segundo maior fabricante mundial de ar-condicionado

Cenário econômico favorável com aumento do poder de compra do consumidor, expansão no crédito, aumento de pessoas empregadas e altas temperaturas foram fatores decisivos para o setor de eletroeletrônicos do Polo Industrial de Manaus (PIM) registrar um crescimento de 38% na produção de ar-condicionado, ao injetar no mercado cerca de 5,8 milhões de unidades fabricadas em 2024.
Comparativamente, esse volume de produção supera de longe os 4,2 milhões de aparelhos vendidos para o mercado nacional e mundial, em 2023, pelas fábricas amazonenses. O Amazonas só fica atrás da produção chinesa, que injetou no mercado, até junho de 2024, o volume surreal de 53 milhões de aparelhos.
Os dados foram divulgados, nesta quarta-feira (19), pela Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), e apontam que esse volume de produção é o melhor desempenho do setor desde a última década.
A Eletros prevê um crescimentos da indústria de eletrodomésticos de 5%, no cenário mais conservador, a algo entre 8% e 10% em 2025.
A projeção da entidade leva em conta os juros mais altos, além do impacto cambial no custo de produção, já que as fábricas dependem muito de peças importadas.
“O cenário macroeconômico será decisivo para esses resultados. Temos desafios importantes, como o controle da inflação, a redução das taxas de juros e a estabilidade cambial, já que a variação do dólar impacta os custos de produção. Além disso, o fortalecimento da geração de empregos e ajustes finos nas políticas industriais serão essenciais”, explicou o titular da Eletros, Jorge Nascimento.
*Com números da Eletros