SIFAM adere à campanha nacional contra a Reforma Administrativa

No mês em que se celebra o Dia do Servidor Público, a Diretoria Executiva do Sindicato dos Fazendários do Amazonas (SIFAM) anunciou que a entidade se tornou apoiadora conjunta das ações encabeçadas pela Confederação Nacional das Carreiras e Atividades Típicas de Estado (Conacate) em defesa do serviço público e contra a proposta de Reforma Administrativa.
Segundo o titular do SIFAM, Emerson Queirós, há anos a entidade vem manifestando seguidas preocupações com as iniciativas da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020 e suas disposições sobre servidores, concursos públicos e organização administrativa, de autoria do deputado federal Pedro Paulo (PSD/RJ).
Ele explicou que o escopo da Reforma Administrativa traz detalhes que afrontam os direitos históricos conquistados pelos servidores público ao longo dos anos.
“Só para ter uma ideia do retrocesso que essa reforma vai significar para o serviço público, ao atribuir à União a competência privativa para editar normais gerais sobre o ciclo laboral da gestão de pessoas, a PEC 32 desfigura o pacto federativo e a independências dos Poderes. Alguém concursado, por exemplo, já não terá mais estabilidade no emprego”, enfatizou Emerson Queirós.

Ação
Em uma ação conjunta de comunicação institucional entre instituições sindicais, a Conacate está coordenando a difusão de vídeos didáticos e esclarecedores junto à população em geral sobre os riscos da instabilidade funcional que a Reforma Administrativa trará para a qualidade do serviço público prestado à sociedade.
A ideia da Confederação é amplificar o alcance dessas informações para que boa parte da população que usufrui diariamente dos serviços públicos não seja afetada pelas notícias falsas sobre o assunto.
“Temos de atuar de forma unificada. Cada carreira sente o impacto de maneira diferente, mas o enfrentamento precisa ser conjunto. O trabalho aqui é único e envolve toda as categorias, por isso precisamos focar no combate às arbitrariedades e abusos aos servidores públicos que essa PEC vai trazer, em especial na extinção da estabilidade das carreiras e atividades típicas de Estado”, afirmou o presidente do SIFAM, Emerson Queirós.
