Salário mínimo do brasileiro ganha reajuste de 7,5% a partir deste mês

O governo federal fixou o salário mínimo em R$ 1.518,00 a partir deste mês de fevereiro. O valor é R$ 106 maior que o de 2024, o que corresponde a um reajuste de 7,5%.
Esse índice não foi escolhido aleatoriamente, mas com base na lei de 2023 que trata da política de valorização do salário mínimo, atualizada por uma norma aprovada em dezembro de 2024 pelo Senado.
Ao manter a correção anual pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a nova regra limitou o ganho real, que poderá variar de 0,6% A 2,5%.
O economista e presidente do Sindicato dos Fazendários do Amazonas (SIFAM), Emerson Queirós, avalia que o reajuste do salário mínimo acima da inflação afeta diretamente a vida de milhões de trabalhadores e aposentados, e traz algumas implicações importantes que mantêm o aquecimento da economia.
Queirós explicou que, tradicionalmente, o cálculo do salário mínimo no Brasil considerava a reposição da inflação medida pelo INPC e a variação do PIB (Produto Interno Bruto), mas uma nova regra foi introduzida, adicionando um teto de aumento de despesas de 2,5%.
“Isso significa que, mesmo que o PIB cresça acima desse percentual, o reajuste do salário mínimo será limitado. Por exemplo, se o PIB crescer 3,2%, o aumento aplicado será de no máximo 2,5%. Esta medida foi adotada para evitar que o crescimento econômico leve a aumentos insustentáveis nas despesas governamentais”, enfatizou o presidente do SIFAM, Emerson Queirós.
Aposentados
Os aposentados e pensionistas do INSS, que recebem benefícios baseados no salário mínimo, também serão diretamente afetados por essas mudanças.
O aumento limitado pode não acompanhar o custo de vida, especialmente em um cenário de inflação alta. Isso pode resultar em uma redução do poder de compra para esses indivíduos, tornando mais difícil a manutenção de seu padrão de vida.